terça-feira, 20 de outubro de 2009

Do beijo ao desprezo, da água pro vinho e do amor ao ódio.
A vida é assim, tudo se começa por um grande amor e vai diminuindo, até agora não consigo aceitar esse ciclo.
Estive (ou estou?) por fora já faz alguns meses, quase um ano, me senti o Lucas Silva e Silva no mundo da Lua, perdida, vagando dentro de mim com os meus porquês, com as minhas raivas e mágoas, sem os meus pingos nos is.
Durante esse tempo procurei e procurei e nada achei, só a solidão me consumiu, pensando que realizando desejos que todos tinham eu poderia ser alguém. Quem ler isso vai pensar que vaguei sem rumo, mas no fundo vaguei de encontro com as respostas seguidas de perguntas criadoras de dúvidas que a vida tem, as respostas que nos levam as outras resposta a até um pouco ao além.
Não tive dúvidas do que eu queria naquela hora, ainda não tenho nenhuma incerteza que é o que me completa. Mas estou me encontrando novamente com o túnel da abstinência e solidão própria, onde as palavras estão espalhadas e o mundo é um quebra cabeça que eu tenho que montar.

Não me canso pois estou feliz com essa lição, que me levará a outras, que me levará a morte.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Não vim aqui dizer o que é certo e o que é errado.
Não prometi fazer o certo, e se eu fizer o errado, o problema é meu, não vou mudar de lado.
Não vim falar sobre o amor e nem passar uma mensagem sobre ele.
Vim aqui conquistar o amor e as palavras não cabem num sentimento tão dele.
Não quero ser boazinha, mas não sou a vilã da história.
Faço o que faço e ainda fico na memória.
Se escrevo essas palavras é por que me deu na telha.
Se não sei rimar é por que eu tenho medo de abelha.
Gosto do que não presta e amo o que me detesta.
Deixo o certo pra depois e não tenho pressa.
Se o mundo é um desnaturado, não vou ensinar ele a ter bons modos
Se ele fosse comportado, não teria graça e não teria seus esforços.
Agora deixe isso pra lá, vamos nos amar.
Chegou a hora de parar de falar.
Mas deixo mais um recado,
Quem muito fala, faz tudo errado.
Quem procura a felicidade não acha.
E sabe por quê?
Ela esta nas coisas mais simples como um:
- Obrigado!
- Não tem de que!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Com a boca molhada de café

Deixou claro que iria embora,
Sem dizer á que horas.

Com a boca molhada de café.

Levou suas lembranças contigo,
Para contar pra um amigo.

Com a boca molhada de café.

Deixou seus amores,
Levou contigo suas dores.

Com a boca molhada de café.

Sorriu e logo em seguida,
Partiu.

Com a boca molhada de café.

Naquela boca existe um tom vermelho da paixão,
Mulher atraente fez tudo por um coração.

Com a boca molhada de café
Ela foi embora,
Pois aqui já não tinha mais fé.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Garçom, um contini por favor!

Sentei naquela mesa e pedi um Contini.
Senti aquele gosto doce na boca, gosto de alegria, gosto de covardia...
Ri, zoei, brinquei, tudo que havia planejado há muito tempo eu realizei.
No dia seguinte, senti um arrependimento, mas na verdade é que eu estava no lugar certo, com as pessoas erradas e provavelmente na hora exata.
Então eu disse:
- Garçom, um Contini, por favor, quero acalmar minha dor!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Wrong or Right

Não sei o que eu faço,
Se arrumo meu cabelo ou embaraço.

Minha vida anda tão perdida,
Ela me fez ficar iludida.

Não sei se ainda sou menina
Muito menos sei se já sou mulher
Só espero que o tempo me leve pra onde ele quiser.

Dúvidas cercam minha cabeça
Pessoas me enchem de palpite
Não que eu me irrite,
Mas já esta atacando a minha labirintite!

Não conheço o certo,
E se o sigo eu mudarei
Cansei dessa vida,
Estou procurando o caminho que seguirei.

Mas eu peço a Deus,
Que o certo não seja o errado,
Que eu não tome um caminho tão endiabrado,
Mas que ele me ensine a viver calado.

E peço a Deus,
Que eu não siga o certo,
Mas que ele esteja sempre de braços abertos,
Pra me receber.

E se um dia eu vier a me arrepender,
Que ainda eu tenha muita vida pela frente
Pois assim, tomarei um caminho diferente.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

You Only Live Once

Foi como um furacão,
Eu não pude dizer não.

Quando me vi,
Já estava ali.

As coisas mudaram minha amiga, disse a minha consciência
Mas isso dói demais, meu eu disse sem experiência.

Senti um ódio e te matei
E quando vi seu sangue em minhas mãos, já era tarde
Mas eu tentei.

Seu último suspiro,
Meu último adeus,
Você se foi, e então hoje é isso que eu respiro.
Eu matei o tempo,
Eu matei os anos,
Matei as horas,
E agora tu choras
Pelas coisas que eu perdi, me perdendo.

E me pego pensando,
Será que com o passar dos anos, tudo vai mudando?
A vida vai girando, girando e girando
E dessa roda gigante,
Nem eu toda exuberante consigo vencer.

O relógio faz seu trabalho,
Enquanto eu procuro um atalho
Para fugir desta regra,
Que me entrega
Á solidão.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Desnecessário.

Não sei por que me preocupo tanto com o que vão pensar de mim. No fundo sou como todos e todos são que nem eu.
Nossa, que mentira, por que eu disse isso? Logo eu que sempre luto pra ser diferente, até dos diferentes, que decepção...

Quer saber? Cansei de tentar ser notada pelo ser humano como alguém especial, sinceramente, não vi lucro nenhum, só as minhas cobranças que me perseguem.

A partir de agora, serei outra pessoa, serei eu...

Aliás, tenho dó de vocês, meros mortais !